Willy Woo afirma que Bitcoin seguirá ciclo de quatro anos
Willy Woo, um dos analistas mais renomados do universo das criptomoedas, trouxe à tona uma opinião que está dando o que falar: ele acredita que o Bitcoin deve seguir com seu padrão de ciclos de quatro anos. Recentemente, ele comentou em um tuíte que estamos observando uma queda importante nos fluxos de entrada, algo que já ocorreu em períodos passados.
Atualmente, a comunidade cripto parece dividida em relação a essa afirmação. Um exemplo é Jurrien Timmer, da Fidelity, que concorda com Woo e sugere que o Bitcoin pode chegar a US$ 65.000 ainda este ano. Porém, outros nomes como Bernstein, Grayscale, Arthur Hayes e Changpeng Zhao não estão tão certos. Eles acreditam que esse ciclo pode estar “quebrado” e que um rali no mercado deve ocorrer em 2026.
Análise do Ciclo de Quatro Anos
O Bitcoin completou 17 anos neste mês. Apesar de ser uma história relativamente nova, muitos investidores buscam padrões para entender suas flutuações. O conceito de ciclo de quatro anos indica que o Bitcoin costuma passar por três anos de alta seguidos de um ano de queda. Esse padrão se repetiu entre 2011 e 2014, de 2015 a 2018, e mais recentemente entre 2019 e 2022.
Embora tenha apresentado alta em 2023 e 2024, o Bitcoin terminou 2025 com uma queda de 6,3%. Alguns observadores acreditam que outubro foi o ponto final desse ciclo, enquanto outros defendem que três ciclos são poucos para afirmar que esse padrão não se sustenta e preveem uma alta em 2026. Para Willy Woo, a ideia de que os ciclos de quatro anos estão chegando ao fim não está sustentada, pelo menos não ainda.
“Enquanto o Bitcoin continuar seguindo um padrão cíclico, a narrativa sobre o fim desses ciclos não se sustenta nos dados”, disse ele, enfatizando que os fluxos de moedas entrando na rede do Bitcoin estão diminuindo, semelhante ao que foi observado nos fins de ciclos anteriores.
Woo também aproveitou para comentar sobre o M2, que é a soma da oferta monetária global, afirmando que ele pode diminuir mesmo com cortes nas taxas de juros realizados pelo Fed. Ele explica que é um equívoco pensar que o aumento na oferta monetária sempre impulsionará o preço do Bitcoin.
“Os gráficos mostram que os fundos do M2 costumam preceder o comportamento do BTC, e não o contrário. Imaginar que uma aceleração no M2 impulsionará o Bitcoin enquanto o ciclo se aproxima do fim é um erro”, completou.
A discussão sobre esses ciclos certamente continuará aquecida entre os investidores, que observam de perto cada movimento do Bitcoin.





